sábado, 15 de setembro de 2012

Atletas e as Carnes: Uma saborosa relação!

     
     Atletas e esportistas estão sendo atraídos por um estilo alimentar mais saudável, estão mais conscientes do malefício que o excesso no consumo de alimentos gordurosos, com muito sal ou açúcar trazem à saúde.

    Devido a esta filosofia, muitos eliminam as carnes do cardápio. Entretanto, como toda regra tem exceção, as carnes também têm sua importância na dieta e por isso não devem ser totalmente eliminadas, pois existem as versões magras e saudáveis de certas carnes. Confira os benefícios:

 As Proteínas
      É conhecido que a dieta de pessoas que treinam deve conter uma maior quantidade de proteínas, seja para reparação de lesões das fibras musculares, para  a manutenção da massa muscular ou para um fornecimento de energia durante exercícios prolongados. A proteína contida nas carnes é a de melhor qualidade para esses objetivos, pois possui todos os aminoácidos necessários ao organismo As proteínas de origem vegetal não são tão bem assimiladas pelo organismo e músculos como as de origem animal.

Vitamina B12
      Esta vitamina do complexo B, importante para a formação do nosso DNA, saúde neurológica e organização do metabolismo só é encontrada em alimentos de origem animal, como as carnes. Quem elimina alimentos de origem animal do cardápio deve fazer uma suplementação de todas as vitaminas do complexo B.

Ferro
     A forma do ferro encontrada nas carnes é mais facilmente absorvida do que a forma encontrada em vegetais. O ferro é importante no transporte de oxigênio e nutrientes e sua diminuição no sangue pode causar apatia, cansaço fácil e anemia.


Zinco

    O zinco é essencial na manutenção do sistema imune, ganho de massa, recuperação do organismo após treinos, saúde da pele e regulação do sistema hormonal (principalmente testosterona), então, o consumo diário de carne, mantém a concentração de zinco sempre alta no sangue.


   Os nutrientes citados acima são encontrados em qualquer tipo de carne, porém, de acordo com o animal de origem, cada carne tem sua particularidade, confira:


Carne bovina

      A carne vermelha é naturalmente mais gordurosa do que a branca, mesmo em cortes mais magros. Estas devem ser consumidas no máximo em 4 refeições na semana. Um benefício das carnes vermelhas é que elas possuem mais ferro e zinco biodisponível. A carne bovina é naturalmente mais rica em creatina também, porém, possui um alto conteúdo de gordura saturada, um dos piores tipos de gordura existente. 
Cortes magros: alcatra, carne moída magra, filé mignon, lagarto e rosbife. 
Cortes gordurosos: contrafilé, costela e picanha.

Frango

    A carne do frango é uma excelente opção para quem deseja uma dieta mais magra e saudável. Tem níveis de proteína muito semelhantes à carne bovina e sua vantagem é ser mais magra. As frituras devem ser sempre evitadas em qualquer tipo de carne. Lembrando que pele de frango não deve ser consumida em hipótese alguma: é fonte de gordura ruim pura! 

Aqui fica uma dica: as partes mais escuras da carne são as mais ricas em ferro.

Peru

    A carne do peru é de uma qualidade impressionante. O peito dessa ave é uma das carnes mais magras que existem e ainda é rica fonte de vitaminas do complexo B, essenciais para um bom funcionamento do metabolismo. É rica em ferro e zinco também. O ideal seria o consumo de filés de peito. As melhores formas de se consumir peru são: grelhado, assado ou fatiado (frios).


Peixe

      O peixe é obrigatório em uma dieta saudável. Além de ser uma carne magra, de fácil digestão e absorção, rica em proteínas e minerais, ainda é fonte de gorduras boas, tornando-o exclusivo nesse perfil de nutrientes. Elas irão ajudar no bom funcionamento hormonal do corpo, saúde cerebral e ganho de massa muscular magra. Sua principal gordura, o ômega 3, é naturalmente anti-inflamatório, cardioprotetor e responsável pela saúde neurológica. Assim como o frango e o peru, o peixe pode ser consumido diariamente sob a forma cozido, assado ou grelhado. Peixe frito/empanado deverá ser excluído de sua dieta.


Como escolher

   Para desfrutar dos benefícios das carnes e não ter prejuízos na saúde, você deve sempre escolher cortes magros. A carne branca é naturalmente mais magra, portanto o consumo desta deve ser maior, desde que consumidas sem pele e em preparações sem frituras. Caso sua preferência sejam as carnes vermelhas, sem problema algum também, desde que as porções sejam controladas e sejam consumidas em preparações magras (assadas, grelhadas, ao molho, cozidas, etc.).


    Carnes de porco e ostras devem ser consumidos em menores quantidades, pois apesar de serem ricas em proteínas e zinco, possuem elevados níveis de gordura.


      Se você ainda quer eliminar as carnes do cardápio, faça de uma maneira correta: procure orientação de um Nutricionista para que ele possa adequar seus cardápios e evitar deficiências nutricionais, prejudicando sua saúde e seu desempenho no esporte.


REFERÊNCIAS:
KLEINER, Susan M.; GREENWOOD-ROBINSON, Maggie. Nutrição para o treinamento de força. São Paulo. Editora Manole, 2002.
KLEINER, SM. O papel da carne na dieta do atleta: seu efeito na inter-relação entre macro e micronutrientes. GSSI, 1998.
BIESEK, Simone; GUERRA, Isabela, ALVES, Letícia Azen. Estratégias de nutrição e suplementação no esporte. Editora Manole, 2005.
MAUGHAN, Ronald J.; BURKE, Louise M. Nutrição esportiva. Editora Artmed, 2004.


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